quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

último do ano.


Confesso que não sou muito entusiasta dos típicos rituais de final de ano. Claro que é bom encerrar ciclos e ter 365 dias novinhos em folha para estrear, tal qual como quando acabamos um caderno e o guardamos, já ansiosos de preencher as folhas em branco do próximo, mas não me identifico com todo o exagero que se criou à volta de uma mudança de calendário.
Em 2015, durante a tarde e antes do caos se instalar, houve tempo para um desenho na Praça das Flores. Lembro-me de ter ficado tão deliciada com o rendilhado dos ramos das árvores, que por momentos deixei de estar ali. É o tal estado meditativo que o desenho proporciona...
Este ano sugeri fazermos o mesmo. Desta vez não houve ceroulas penduradas para desenhar, mas tivemos uma espécie de concerto de fim de ano.  
E este sim, é um ritual para manter.

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